quinta-feira, 2 de julho de 2009

eu...

Eu estava sozinho
sem carinho
em um poço profundo
em um lugar imundo.

Você era algo inalcansável,
admirável,
o amor platônico,
irônico.

eu havia visto um arcanjo
em um desarranjo
com profundas feridas
e amargas caidas.

eu olhava para o lado
em busca de algo não anulado
aperfeiçoado,
inalcançado.

eu afundava
eu planejava
eu não alcançava

um vampiro no escuro
em cima do muro
a lua a olhar
o céu a admirar
com olhos a brilhar

incansável, nuca parará de tentar.

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