domingo, 25 de dezembro de 2011

NATAL

Hoje é NATAL, dia de confratenizar e doar-se, dê amor, dê carinho, dê solidariedade, pois agora não precisamos de coisas materiais e sim de sentimentos.

FELIZ NATAL!!

domingo, 9 de outubro de 2011

Meu experimento da garrada de Leyden!!! Não dá pra ver a faísca porque a camera não captou, mas é incrível!

sábado, 8 de outubro de 2011

frase


Não deixe para fazer amanhã, o amanha pode não vir...
Hoje é o dia certo para fazer a caminhada que está planejando começar a meses, visitar aquela sua amiga que você não vê a anos, repaginar o visual que você não aguenta mais ver, porque é o presente que realmente importa, diga eu te amo, diga quero ficar com você, diga eu quero viver, porqeu não se sabe o que vai acontecer nem no proximo segundo quanto mais amanhã.

Frase

Não é fácil perder quem se ama, não é fácil a distância contudo Deus sempre nos dá o que precisamos para continuar..

domingo, 24 de abril de 2011

L U T O

(à Geralda Torres Teodoro - Vó materna)

É triste saber que não está mais por perto, mas fico feliz de saber que não está mais sofrendo.
É dificil lembrar tudo o que passou nos ultimos meses.
É complicado entender que é verdade.
É amargo o sabor da perda.
É inesplicável o que sinto agora.

Deus sabe o que faz. Ele não nos dá uma carga que não possamos carregar.

Que Deus Te ilume e que você olhe por nós onde quer que esteja.

...

Minha vida já mudou radicalmente várias vezes, mas em cada uma delas eu aprendi algo valioso, desta vez aprendi que tudo que tem começo tem fim. Não sabemos o que esperar dos próximos segundos, mas é o que fazemos agora que vai determinar o futuro.

LUTO

É dificil explicar o que seria melhor ou o que seria pior, mas não precisamos compreender nada afinal Deus sabe o que faz....

sábado, 12 de março de 2011

'Cada um escolhe seu futuro...'

 "Você não pode julgar alguém, porque não sabe tudo o que ela sabe. As nossas decisões vem a partir de nosso conhecimento e só Deus conhece tudo o que sabemos"


"Se uma pessoa é desleal com outra ela também não é boa amiga, pois lealdade é a base da amizade"


"Não traia as pessoas que te amam, faça com que a confiança, o amor e a lealdade delas para com vocÊ valha a pena. Retribua."


"Não se colhe nada que não se plantou"

A Ameaça




_Eu não posso ir sem você – a pequena menina olhava para a mãe com os olhos cheios de lagrimas.
_Querida, você precisa ir. Eu prometo que irei te encontrar daqui uns dias.

Dez anos depois...

_Você esta bem?
_O que?
_ Lílian, em que planeta você está?
_Desculpa Túlio, eu só estava meio distraída. – ela olhou novamente para o vácuo.
_Pensando na sua mãe? – ele sentou ao lado dela e a observou.
_Hoje faz dez anos que ela se despediu de mim e eu não sei o que foi feito dela. Ela prometeu voltar.
_Você sabe que as coisas não são como nós queremos, desde que Cain tomou o poder temos viajado como fugitivos. Você é a herdeira legitima e sabe que enquanto não completar 20 anos não pode assumir o poder e derruba-lo. Sua mãe lutava para te esconder e eu sei que ela ainda luta onde quer que ela esteja.
_Eu tenho 18 anos e ainda não consegui dominar meus poderes, como vou tomar o poder de volta?
_Nem tudo está perdido, vamos encontrar alguém para te treinar.
_Eu tenho menos de dois anos para aprender o que devia ter aprendido nesses dez, eu temo por quem ainda tem esperança em mim.
_Você não pode desanimar. Sabe disso. Olha, não sei se te anima, mas sua mãe só conseguiu dominar os poderes dela na idade que você está e ela foi a melhor bruxa que eu conheci.
_E mesmo assim perdeu uma batalha e o trono.
_Ela foi traída por pessoas de confiança, caiu em uma armadilha. Olha, você não pode desistir, todo um pais depende de você. Você viu por onde passamos: fome, violência, ditadura. Nós vamos mudar isso.
Ela levantou e olhou para ele, deu um sorriso forçado, virou as costas e começou a andar sem rumo.

Lílian era a ultima esperança de toda uma nação que estava sendo devastada aos poucos por um dos bruxos mais poderosos: Cain. O golpe havia sido certeiro, após prender cada um dos seus maiores rivais com magia negra, tomou o poder. Victória, a governante, ainda tentou lutar em vão. No entanto, nem tudo estava perdido: ela havia deixado sua filha na proteção de um servo fiel. Sua filha era Lílian, que além do sangue bruxo, tinha o sangue de feiticeira, uma raça praticamente extinta depois da tomada do poder por Cain.
Túlio era o servo que ficara com Lílian, ele tinha somente as noções básicas de magia, por isso não podia ensinar muito à menina. Havia procurado bruxos para ensiná-la, no entanto os melhores estavam presos em masmorras. Feiticeiros: ele nunca havia encontrado nenhum, nem mesmo boatos de onde poderia encontrá-los.
Apesar de tudo e do desanimo da menina ele ainda tinha muita esperança no futuro, afinal ele sabia de uma coisa que ninguém mais sabia: os poderes da garota eram maiores do que qualquer um por causa da mistura entre raças, mas só seriam libertados quando ela completasse dezenove primaveras. E o grande dia estava chegando...

O aniversário de Lílian era no dia seguinte, Túlio se preocupava com isso, ele queria que pelo menos nesse dia ela tivesse sossego. Eles viajavam a doze dias sem descanso para fugir de um exercito que vasculhava algumas cidades. Não sabiam atrás de que, mas não era bom arriscar.
Ela mostrava sinais de cansaço e desanimo, mas sabia que ainda havia um grande caminho pela frente. Ele tentou descobrir o por que de tanto rebuliço, mas ninguém sabia. Não era possível que depois de tanto tempo Cain havia lembrado de Lílian, que ela poderia tomar o poder, que ela tinha direito ao trono.
No entanto mesmo que fosse isso ele ainda estava confuso, afinal até onde qualquer um sabia a garota teria morrido na fuga.
Quando chegaram à um pequeno vilarejo, Túlio resolveu que já era hora de parar. Havia poucas pessoas, todas muito hospedeiras, mas muito desconfiadas. Túlio estava sentado um pouco afastado de todos, apenas observava, foi quando um senhor de cabelos grisalhos chegou perto dele e disse calmamente em voz baixa:
_Eu sei quem você é, preciso da sua ajuda. Tenho um ultimo feiticeiro aqui, não tenho como treiná-lo e estão atrás dele. Leve ele daqui e serei eternamente grato.
A cabeça de Túlio virou um rebuliço. O garoto era Henrique, um pouco mais velho que Lílian, ele usava muito bem seus poderes, mas ainda faltava um pouco de treino para aperfeiçoamento. Os próximos dias foram intensos, os poderes de Lílian afluíam finalmente e o garoto a ensinava a usar os poderes de feiticeira. Os poderes de bruxa ela começou a dominar melhor e começava a fazer combinações.
Após muito treino e de muito fugir Túlio via que já era hora de começar a preparar a garota para tomar o poder. Os dias passavam rápido e Lílian precisava estar preparada para uma batalha de vida ou morte.

O sol raiava. Lílian estava frente a frente de Cain pouco antes do tempo previsto. Foi um encontro inesperado e ela teria que dar tudo de si. Algo dentro dela temia pelo pior. Ele era poderoso, a batalha começou e ela estava com dificuldade.
Quem ganhasse teria o trono, quem perdesse morreria. Não havia outras opções. Ao anoitecer os dois estavam cansados, mas a luta não havia terminado.
À meia noite ela apostou em sua ultima opção, usou todos os seus poderes em uma combinação de feitiçaria e bruxaria, deu seu ultimo golpe e desmaiou.


Havia se passado duas semanas desde a batalha e agora Victória reencontrava a filha, que estava pronta a assumir o trono. Mas ainda havia um grande desafio pela frente....

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Caminhos

Muitas vezes na vida tem-se a oportunidade de escolher caminhos: não há caminho mais fácil ou mais dificil, não importa o que quer se não houver dificuldades você irá desmerecer o prêmio final. Os obstáculos vão depender do que você tem que aprender para chegar ao prêmio, por isso não tente pegar atalhos. Há coisas que devemos aprender antes de pegar o prêmio para não perdê-lo depois. 

Nosso principal motivo deve ser crescer e aprender.

....

Quando começamos uma nova jornada, as cosias podem parecer complicadas, mas se realmente se quer chegar ao objetivo: NADA vai te atrapalhar!

Para se divertir

O marido e a mulher não se falavam há uns três dias.
Entretanto, o homem se lembrou que no dia seguinte teria
uma reunião  muito cedo no escritório.Como precisava levantar cedo, resolveu pedir à mulher para  acordá-lo.
Mas para não dar o braço a torcer, escreveu num papel:
"Me acorde às 6 horas da manhã."

No outro dia, ele levantou e quando olhou no relógio eram 9h30. O  homem teve um ataque e pensou:
Mas que absurdo! Que falta de consideração, ela  não me acordou...
Nisto, olhou para a mesa de cabeceira e reparou um papel no qual  estava escrito: - ...São seis horas, levanta!!!
Moral da História:
Não fique sem conversar com as mulheres, elas  ganham sempre, estão certas sempre e são simplesmente geniais na vingança!!!!!!
 O casamento é a relação entre duas pessoas, onde uma
pessoa está sempre certa e a outra, é o marido!
Meu nome é MULHER!
Eu era a Eva Criada para a felicidade de Adão
Mais tarde fui Maria
Dando à luz aquele
Que traria a salvação
Mas isso não bastaria
Para eu encontrar perdão.
Passei a ser Amélia
A mulher de verdade
Para a sociedade
Não tinha a menor vaidade
Mas sonhava com a igualdade.
Muito tempo depois decidi:
Não dá mais!
Quero minha dignidade
Tenho meus ideais!
Hoje não sou só esposa ou filha
Sou pai, mãe, arrimo de família
Sou caminhoneira, taxista,
Piloto de avião, policial feminina,
Operária em construção...
Ao mundo peço licença
Para atuar onde quiser
Meu sobrenome é COMPETÊNCIA
E meu nome é MULHER..!!!!
(O Autor é Desconhecido, mas um verdadeiro sábio...)

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

O Mundo sem Mulheres!


O Mundo sem Mulheres!

(Arnaldo Jabour)

O cara faz um esforço desgraçado para ficar rico pra quê?

O sujeito quer ficar famoso pra quê?

O indivíduo malha, faz exercícios pra quê?

A verdade é que é a mulher o objetivo do homem.

Tudo que eu quis dizer é que o homem vive em função da mulher.

Vivem e pensam em mulher o dia inteiro, a vida inteira.

Se a mulher não existisse, o mundo não teria ido pra frente.


Homem algum iria fazer alguma coisa na vida para impressionar outro homem, para conquistar sujeito igual a ele, de bigode e tudo.
Um mundo só de homens seria o grande erro da criação.

Já dizia a velha frase que 'atrás de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher'.

O dito está envelhecido. Hoje eu diria que 'na frente de todo homem bem-sucedido existe uma grande mulher'.

É você, mulher, quem impulsiona o mundo.


É você quem tem o poder, e não o homem.
É você quem decide a compra do apartamento, a cor do carro, o filme a ser visto, o local das férias.
Bendita a hora em que você saiu da cozinha e, bem-sucedida, ficou na frente de todos os homens.

E, se você que está lendo isto aqui for um homem, tente imaginar a sua vida sem nenhuma mulher.

Aí na sua casa, onde você trabalha, na rua. Só homens.

Já pensou?

Um casamento sem noiva?

Um mundo sem sogras?

Enfim, um mundo sem metas.

ALGUNS MOTIVOS PELOS QUAIS OS HOMENS GOSTAM TANTO DE MULHERES:

1-O cheirinho delas é sempre gostoso, mesmo que seja só xampu.

2-O jeitinho que elas têm de sempre encontrar o lugarzinho certo em nosso ombro, nosso peito.


3- A facilidade com a qual cabem em nossos braços.


4- O jeito que tem de nos beijar e, de repente, fazer o mundo ficar perfeito.


5- Como são encantadoras quando comem.



6- Elas levam horas para se vestir, mas no final vale a pena.

7- Porque estão sempre quentinhas, mesmo que esteja fazendo trinta graus abaixo de zero lá fora.

8- Como sempre ficam bonitas, mesmo de jeans com camiseta e rabo-de-cavalo.


9- Aquele jeitinho sutil de pedir um elogio.


10- O modo que tem de sempre encontrar a nossa mão.

11- O brilho nos olhos quando sorriem.


12- O jeito que tem de dizer 'Não vamos brigar mais, não..'

13- A ternura com que nos beijam quando lhes fazemos uma delicadeza.


14- O modo de nos beijarem quando dizemos 'eu te amo'.

15- Pensando bem, só o modo de nos beijarem já basta.

16- O modo que têm de se atirar em nossos braços quando choram.

17- O fato de nos darem um tapa achando que vai doer.

18- O jeitinho de dizerem 'estou com saudades'.

19- As saudades que sentimos delas.

20- A maneira que suas lágrimas tem de nos fazer querer mudar o mundo para que mais nada lhes cause dor.


Isso NÃO é uma corrente, apenas mande para todas as mulheres de sua lista, para elas perceberem o quanto são importantes, e para os homens, para que eles lembrem o quanto as mulheres são MARAVILHOSAS!

Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus 2010 anuncia vencedores

E.... eu to no meio dos que vão ser publicadosss!!!!!!!!!!

É muito bom saber que passei nos que irão ser publicados, não é facil escrever, mais dificil ainda é ser publicado e um pouco mais dificil ainda é ser reconhecido. A lista completa segue abaixo!

O Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia 2010 anuncia os vencedores do concurso:

Lista por Poema – Autor – Cidade

1º: Pálidos Mistérios – Grigório Rocha (Salvador-BA)

2°: Finados – André Sesti Diefenbach (Porto Alegre-RS)

3°: Ambiguidade – Dina P. Pereira da Costa (Aveiro, Portugal)

4°: Partes deste Amor – Antonio Almeida (Rio de Janeiro-RJ)

5°: Enigma – Renata Paccola (São Paulo-SP)

6°: Café – Ari Lins Pedrosa (Maceió-AL)

7°: Lama – Renata Rimet (Salvador-BA)

8°: Viagem – Yao Jingming (Macau, China)

9°: Barganha – Tatiana Alves (Rio de Janeiro-RJ)

10°: Poema Xipófago – Gêmeo – Hélio José Destro (São Paulo-SP)



Menções Honrosas:

Ramagem – Amélia Marcionila Raposo da Luz (Pirapetinga-MG)
Para escrever um poema imperfeito  - André Caldas (Rio de Janeiro–RJ)
Dualismo – Augusto Cesar Ribeiro Rocha (São Luís-MA)
Vem sem música… – David Erlich (Lisboa, Portugal)
N’outra margem – Diogo Cantante (Aveiro, Portugal)
Poema Andrógino – Flávio Lanzarini (Rio de Janeiro-RJ)
Ária da chuva – Helena Barbagelata (Almada, Portugal)
Mulher poema – João Gomes de Almeida (Lisboa, Portugal)
Regressar de novo – João José Ferreira ((Inglaterra)
Distância – Marcos Antônio Maués Vitelli (Marajó-PA)




Lista de poemas selecionados que serão publicados no livro.
POESIA – POETA – CIDADE

Palavras - Abraão Leite Sampaio (Governador Valadares-MG)

Não quero ter corpo – Adriana Aparecida de Oliveira Pavani (Barra Bonita-SP)

Vida… - Agostinha Monteiro (Vila Nova Gaia, Portugal)

Criança – Alessandro Guiniki Barbosa (Cravinhos–SP)

Deixem que eu decida – Alessandro Uccello (Brasília-DF)

Redonda e empinada - Allan Mauricio Sanches Baptista de Alvarenga (Caraguatatuba-SP)

Ramagem – Amélia Marcionila Raposo da Luz (Pirapetinga-MG)

Seja doce – Ana Isabel Damiani Mauerberg (Americana-SP)

Borboleta! – Ana Janete Pedri (Jaraguá do Sul-SC)

Cruzadas – Ana Paula Assaí Camapum (São Luís-MA)

Para escrever um poema imperfeito - André Caldas (Rio de Janeiro–RJ)

Saudade III - André Moreira Cerqueira (Maia, Portugal)

Finados – André Sesti Diefenbach (Santa Maria-RS)

Taças quebradas – André Telucazu Kondo (Jundiaí-SP)

Com moderação – Andressa Pokety (São Miguel Paulista-SP)

Mostruário – Angela NadjaBerg Ceschim Oiticica (Maceió-AL)

Pela Paz - Angela Togeiro (Belo Horizonte-MG)

(Des) ilusão – Anna Maria Avelino Ayres (Poços de Caldas–MG)

Herói do Brasil (Lampião) – Anthony Mohammad (São Paulo-SP)

Gritando por socorro – Antonio Carlos Altheman (Monte Alegre do Sul-SP)

Partes deste amor – Antonio Carlos dos Santos de Almeida (Valparaiso-GO)

Cumplicidade – Antônio Ivan Rodrigues Barreto  (São Gonçalo–RJ)
Noite de luar - António José Barradas Barroso (Parede, Portugal)

Chamo-te Pequena – António Orta (Faro, Portugal)

A emoção – Arai Terezinha Borges dos Santos (Campo Largo-PR)

Café – Ari Lins Pedrosa (Maceió-AL)

Do outro lado – Asdrúbal Jacinto Correia Vieira (Kárra - Sweden)

Abundantemente - Atanágoras Smetana Fernandes Sena (São Paulo-SP)

Dualismo – Augusto Cesar Ribeiro Rocha (São Luís-MA)

Coração Materno – Barata Cichetto (São Paulo-SP)

Poema da noite – Benedito Carceles Tavares (Mogi das Cruzes-SP)

Lua-de-melancolia – Bernardo Santos (Cristais-MG)

Jornalismo com poesia – Bethânia Silva Santana (Sacramento-MG)

Não há flores – Bruno Fernandes de Lima (Olinda-PE)

Tudo Pode - Carlos Eduardo Trindade de Mendonça (Rio de Janeiro-RJ)

Epifania – Carlos Henrique Batista da Costa (Palmela, Portugal)

A última lágrima – Carlos Henrique Oliveira da Costa (Recife-PE)

Luandando – Carlos Roberto Ferriani (Ribeirão Preto-SP)

Liberdade – Carlos Roberto Pina de Carvalho (São Paulo-SP)

Capacidade – Carlos Theobaldo (Rio de Janeiro-RJ)

Há – Carolina Aparecida Vargas Hanke – (São Paulo-SP)

Obscura – Cassiana Barros da Silva (Araguaína-TO)

Piedade - Claiton Scherer (Blumenau-SC)

Folhas secas – Cláudio de Almeida Hermínio (Belo Horizonte-MG)

Soneto da superação – Cleber Antonello (São Paulo-SP)

Poesia no jardim – Conceição M. Esch (Rio de Janeiro-RJ)

Prazeres da vida – Crislaine Neves da Silva (Nilópolis-RJ)

Ideia - Daniel Pedrosa da Silva (Leiria, Portugal)

Dueto Urbano – Daniela Damaris Neu (Porto Alegre-RS)

Amor – Daniele Helena Bonfim (Passos-MG)

Por um ritmo mais quente – Danielle Trindade Machado (Rio de Janeiro-RJ)

Terra prometida - Danielli Rodrigues Violante (Londrina–PR)

Dia-a-dialética - David Alves Gomes (Salvador-BA)

vem sem música,... – David Erlich (Lisboa, Portugal)

Sabor de vida – Delair Urias Coelho (Campo Grande-MS)

Nada importa – Denize Vieira Mota (Rio de Janeiro-RJ)

Lá No Meu Goiás – Dhiogo José Caetano (Uruana-GO)

Reverência –  Dilma Barrozo Ribeiro Lopes (Rio de Janeiro-RJ)

Ambiguidade - Dina Paula Pereira da Costa (Norfolk, Inglaterra)

N´outra margem – Diogo Cantante (Ílhavo, Portugal)

Quebra-cabeça – Domingas Cesário Alvim (Petrópolis–RJ)

Um simples verso – Domingos Alberto Richieri Nuvolari (Osasco–SP)

O teu silêncio – Ed Carlos Alves de Santana (Alagoinhas-BA)

Luz em nossos caminhos – Ed Ribeiro (Salvador-BA)

Ousadia – Eder Ramos Bruckchen (Canoas–RS)

Os olhares – Edna das Dores de Oliveira Coimbra (Rio de Janeiro-RJ)

Vida – Edson Izidio Pereira da Silva (Goiânia–GO)

Teus passos - Elaine Carelli (São Caetano do Sul-SP)

Algumas folhas - Elisabete Pereira Lopes (Porto Alegre-RS)

Estelionatários da verdade - Eloisa Menezes Pereira (Porto Alegre-RS)

Acontece - Elza Guerra Alemán (Embu-SP)

Atração fatal - Eulália Cristina Costa e Costa (São Luís-MA)
Passageiro - Eva Melo Portilho (Dom Pedrito-RS)

Detesto rótulos e títulos – Fabiana de Almeida Garcia (São Paulo-SP)

Sonhos de Infância - Fabiane Ribeiro Costa Silva (Mogi Mirim-SP)

Endereço certo - Fabio Daflon (Camburi-ES)

Fabiografia II - Fábio Henrique Pupo (Ponta Grossa-PR)

Chamada - Fábio Roberto Lucas (São Paulo-SP)

Maria merecia? - Fátima Soares Rodrigues (Belo Horizonte-MG)

Tema e Variações em Forma Cíclica – Felipe Cattapan (Rueschlikon, Suíça)

Vivi - Félix Rodrigues (Açores, Portugal)

Tempo – Fernando de Sousa Pereira (Ribeirão, Portugal)

A Dor de Sentir - Fernando Miguel Marques Silva (Matosinhos,
Portugal)

Poema Andrógino - Flavio Augusto Lanzarini de Carvalho (Rio de Janeiro-RJ)

Vida!  – Gérson Lima do Prado (Salvador-BA)

Colheita - Gilberto José de Oliveira (São Paulo-SP )

É o meu caminho? - Gilberto Peter Caramão (São Sapé-RS)

Eternamente e Distração – Gilson Médice Ferreira (São Paulo/SP)

Flores de inverno cismam - Glaubber Silva Lauria (Barra do Garças-MT)

Pálidos mistérios - Grigório Rocha (Salvador-BA)

Nem rezo - Gustavo Amador Gonçalves (Divino-MG)

Olhos Quebrados  – Gutox Elros Anárion (Feira de Santana-BA)

Instante - Haryson Alexandre de Souza Rocha (Belo Horizonte–MG)

Altas horas - Heitor Trindade da Silva (Salvador-BA)

Vento no ônibus - Helder Alexandre Medeiros de Macedo (Carnaúba dos Dantas-RN)

Dias de Chuva - Helen Cristina de Azevedo Thomaz (Porto Alegre-RS)

Ária da chuva – Helena Barbagelata (Almada, Portugal)

Xipófago - Gêmeos – Hélio José Destro (São Paulo-SP)

Água do rio - Henrique Cananosque Neto (Lins-SP)

Propagador da linguagem poética - Heriomilton Benício de Luna (Fortaleza-CE)

A pequena amena - Hernany Luiz Tafuri Ferreira Júnior (Juiz de Fora-MG)

O lado escuro da fala - Hudson Reginaldo dos Santos (Diadema-SP)

Poeta do Amor - Idelma Santanna (Brasília-DF)

Falta-me - Isaac Nogueira de Almeida (Iguatu-CE)

Ilhas - Isabel Florinda Furini (Curitiba-PR)

Se me amas, descobre um sorriso... - Isabel Maria Pereira Craveiro (Figueira da Foz
Portugal)

Os dias - Jandira Zanchi (Curitiba-PR)

mulher poema - João Gomes de Almeida (Lisboa, Portugal)

Regressar de novo - João José Ferreira (Norfolk, Inglaterra)

A luz fina do mundo - João Madureira (Chaves, Portugal)

Diário - João Paulo Medina da Silva (Figueira da Foz, Portugal)

A mente segue eternamente – Jobson Santana (Salvador-BA)

Tenor - Joel Almeida (Curitiba-PR )

Caminho das Pedras - Joel Medeiros da Silva (Guarujá-SP)

Do amor - Jopel (Recife-PE)

Corpo - Jorge Paulo (Odivelas, Portugal)

Conversas sobre Vulcano - Josafá Paulino de Lima (Campina Grande-PB)

Poema d’uma rosa - José de Ribamar Alves dos Santos (Gurupi-GO)

Roubaram-me a Poesia - José Luciano Monteiro Pires (São Gonçalo Amarante, Portugal)

Voz do ceticismo - José Luiz da Luz (Ponta Grossa-PR)

Ser materno - José Reinaldo Felipe Martins Filho (São Luis de Montes Belos-GO)

Janela Azul - Julianne Agge Auffinger (Almirante Tamandaré-PR)

Sopro da manhã - Jussara Athayde Albertão (Presidente Prudente-SP)

Faiscar para que as penas nasçam - Karin Spekman Andrade (Itaúna–MG)

Eu sei que vi - Karla de Oliveira Prado (Campinas–SP)

Pedi - Karla Geane da Silva Batista (Extrema-MG)

O doente - Katia Karen Bergamini de Queiroz (São Paulo-SP)

Alma - Kelly Priscila Franzoni (Florianópolis-SC)

Prazo de validade – Krol Rice (Arez-RN)

Poema para uma colegial - Laérson Quaresma de Moraes (Campinas-SP )

Parte do que sinto – Leandro R. Pinheiro (Porto Alegre-RS)

Retalhos - Leandro Silva Paiva (Varginha-MG)

Refletindo - Lénia Aguiar (Açores, Portugal)

Amor  -Leonardo Barbosa da Silva (São Paulo-SP)

Cama de pregos - Leonardo Rander Assé Junior (Belo Horizonte–MG)

Meu Querubim - Letticia Cecy Correia (Paranaguá-PR)

Minha vida - Lívia Pâmela Torres da Costa (Londrina-PR)

Letra e melodia  – Lorena Neves da Silva (Feira de Santana-BA)

Soneto perpétuo - Lourdes Neves Cúrcio (Barra Mansa-RJ)

Noite - Luana Marques (Limoeiro-PE)

Carta ao Pai - Lucas Carneiro de Lima e Silva (Salvador-BA)

As Belezas – Lúcia Grespan Rocha (Barretos-SP)

Ilusão - Luciano Jean Esposto (Presidente Venceslau-SP)

Causa - Lúcio Flávio Barbosa da Silva Pessôa (Igarassu–PE)

Coisas da alma – Luís Valente (Porto – Portugal)

Correnteza - Luiz Donizetti Sales (Diadema-SP)

Tic-tac - Luiz Ricardo Rech (Guarapuava-PR)

O Velho Sentado - Marcelo de Oliveira Souza (Salvador-BA)

Fragmentos - Marco Aurélio de Oliveira Almeida (Itapeva-SP)

Distância  – Marcos Antônio Maués Vitelli (Marajó-PA)

Preceitos e vida - Marcos Lima Duarte (Itarumã-GO)

Paixão - Maria A. S. Coquemala (Itararé-SP)

Você pode - Maria Angela Manzi da Silva (Campinas-SP)

Reflexo do samba - Maria Fernanda Perri Gurgel (São Paulo-SP)

Nos meus olhos de musgo - Maria Fernanda Reis Esteves (Setúbal, Portugal)

Colibri - Maria Luiza Rosa Caramurú (Belo Horizonte-MG)

Alma de poeta - Maria Manuela Vieira de Matos (Vila Nova da Gaia, Portugal)

Relâmpagos - Marialzina Perestrello (Rio de Janeiro-RJ)

Alguma/Nenhuma mulher - Mariana Carlos Maria Neto (Indaiatuba-SP)

Miséria Intelectual - Marina Fernanda Veiga dos Santos de Farias (São Luís-MA)

Conversa Madrugada  – Mario Manhães Mosso (Rio de Janeiro–RJ  )

Minha namorada - Mario Rebelo de Rezende (Rio Comprido–RJ)

Tardes nuas - Marisa Cardoso Piedras (Porto Alegre-RS)

Tempo Amigo - Marne de Oliveira Pimentel (Natal-RN)

Ócio produtivo (e atrapalhado...) – Melissa Lucchi (São José dos Campos-SP)

Indiscreta - Méri Laus Angelo Medeiros (Tubarão-SC)

Andarilho - Michelle Trevisani (Americana–SP)

Vida - Miguel Alexandre Correia Pereira (Espinho, Portugal)

Hera Poesia (aos cinquenta fui soneto) - Milton Neto da Vera Cruz (Mem Martins, Portugal)

Murmura uma estrela – Mônica Filomena Mendes Batista (São Vicente-SP)

Chora, chora sociedade! - Nelmara Cosmo (Iguaba Grande-RJ)

Estrangeiro - Neusa Ariana Soares Veloso (Villeurbanne, France)

Talvez - Nicholas Merlone (São Paulo-SP)

Minha pequena morte – Nicolina Maria Arantes Botelho (Ubá-MG)

O poeta e as palavras  – Nildes Trigueiros Rodrigues (Salvador-BA )

Verão - Noé Martins de Oliveira Alves (Porto, Portugal)

Recado para meu amor - Nuno Alexandre dos Santos Sousa (Vila Nova de Gaia,
Portugal)

Arquiteto - Odeon Alves de Almeida (Feira de Santana–BA)

Quem pode saber? - Odyla Paiva (Rio de Janeiro–RJ)

Vida enc(h)ilada - Paula Cristina Fraga Alves (Amadora, Portugal)

Mulher do Pescador - Paulo Eduardo Mauá (Santos–SP)

Soneto em trovas às lágrimas do retirante nordestino - Paulo Roberto de Oliveira Caruso (Rio de Janeiro-RJ)

Do amor - Paulo Vitor Barbosa dos Santos (Maceió-AL)

Falência - Pedro Felipe de Oliveira (Caconde-SP)

Beleza - Rafaela Beatriz Dias Ferreira (Pirapozinho-SP)

Quando apareces, meu amor – Rafaela Damasceno (Belo Horizonte-MG)

É (s) - Regina Coutinho (Espírito Santo do Pinhal-SP)

Busca - Regina de Almeida Jesus (Salvador–BA)

Elo primaveril - Reginaldo Afonso Bobato (Curitiba-PR)

Roda-gigante - Reginaldo Costa de Albuquerque (Campo Grande-MS)

Um Príncipe Encantado - Reinaldo Lamenza (Teresópolis-RJ)

Enigma – Renata Paccola (São Paulo-SP)

Por que choras? - Renata Patrícia Fonseca (Goiania-GO)

Lama – Renata Rimet (Salvador-BA)

O dedilhar do enigma - Ricardo Gil Soeiro (Lisboa, Portugal)

Existe sol - Rita Maria Fernandes Freitas (Funchal, Portugal)

O sonhador - Ritamar Invernizzi (Bento Gonçalves-RS)

Em torno da ponte - Roberto Corrêa da Silva (Pedro Leopoldo-MG)

Quando errar é desumano - Robervânio Luciano (Belo Jardim-PE)

Prazerosa dor - Robson Brito (Embu–SP)

A Vontade das Criaturas... - Ronaldo Campello (Pedro Osório-RS)

Irresistível atração - Rosana Aparecida da Nóbrega (São Paulo-SP)

Devoção à leitura - Rossandro da Silva Laurindo (São Paulo-SP)

Sabugueiro - Rui Pedro Pinheiro (Guimarães, Portugal)

Contraste - Ruth Ribeiro Dantas Fagundes dos Santos (Ipupiara–BA)

Auto-retrato - Samuel Pedro Figueiredo Pimenta (Alcanhões, Portugal)

“Romeu e Julieta” – Samuel Souza Lima (Nilópolis-RJ)

Enluarada - Sandra Maria de Jesus de Lima e Silva (Belém-PA)

Mostre sua cara – Sandra Taís Amorim (Blumenau-SC)

Meu fantasma - Sanio Morgado (Lisboa, Portugal)

O Vazio - Sara Petrucci (Lisboa, Portugal)

Dentro de tuas gavetas - Sheilla Liz Cecconello (Curitiba-PR)

Amor – Sheyla de Souza Bitencourt (Sangão–SC)

Versos de Paixão - Silvio Parise (New Jersey, USA)

O perdão - Simone Aguiar de Souza (Londrina-PR)

A natureza - Soraya Rachel Pereira (Joinville-SC)

Fria Noite - Taiane Caroline Cruz (Simões Filho-BA)

Reviver - Tammara Aparecida da Cruz (Praia Grande-SP)

Tenta disfarçar - Tânia Regina da Silva Guimarães (Porto Alegre-RS)

Barganha - Tatiana Alves (Rio de Janeiro–RJ)

Cupido - Tatiana Druck (Porto Alegre-RS)

Mão – Thomaz Meanda (São Paulo-SP)

Sereia - Tiago Butarelli Lima (Campo Grande-MS)

Fogo-Fátuo - Tiago Gonçalo Cristóvão Carvalho (Malveira, Portugal)

A Lua e O Mar - Tibor Elias Szabó Iossi (Ribeirão Preto-SP)

Perdidas embarcações - Valquíria de Lourdes Ferreira Lins (João Pessoa-PB)

Homem! De animal a cidadão - Valter Rodrigues Mota(São Paulo-SP)

Templo Literário - Vanilda Liziete Ribeiro Lopes (São Paulo-SP)

Ilha Dourada - Vasco Nogueira (Anadia, Portugal)

Fechamento - Vera Maria Puget Blanco Bal (Rio de Janeiro-RJ)

A procura - Verônica Marins (São João de Meriti-RJ)

Aventuras da Paixão – Verônica Vicenza (Porto Alegre-RS)

Dúvida – Vinícius Antônio Ferreira Hespanhol (Ouro Preto–MG)

Quando deita o sol – Wagner Marim (São Paulo-SP)

O palhaço... Um homem sério – Wellington Amâncio da Silva (Delmiro Gouveia–AL)

O Mirante  – William Borges da Costa (Taquari-RS)

Viagem – Yao Jingming (Macau, China)

domingo, 16 de janeiro de 2011

A pureza negra




_Sabrina? É você quem está ai? – Mônica abriu a porta do quarto e quase caiu de susto ao ver a menina toda pintada – Não acredito que você pegou as tintas! Isso é para pintar parede, querida. – mesmo querendo dar uma boa bronca, ela sorriu.
Sabrina era uma menina doce e delicada. Havia sido adotada por Mônica. Brincalhona e esperta a criança de seis anos curtia a nova casa. Havia um quarto cheio de bonecas somente para ela, um balanço colorido e uma casa na árvore.
A adoção havia sido a realização de um sonho, afinal Mônica não podia ter filhos. Ela pensou em fazer uma festa para comemorar o “um mês” que convivia com Sabrina. Nunca imaginara que uma criança pudesse trazer tantos sorrisos.
Depois de dar um banho nela e com muito custo tirar toda a tinta começou a arrumá-la para a festa a fantasia. Seria em um clube local para comemorar o Dia das Bruxas. Sabrina iria de anjo, ela de bruxa e o marido iria de jogador de futebol.
Rogério estava feliz ao ver as duas se darem bem, ele tinha visto a mulher ficar decadente e entrar em depressão por não poder ter filhos, mas para ele àquela era a melhor opção de todas. Ao encaminhar as duas para o carro ele percebeu como faziam uma bela dupla.
Na festa havia pessoas com todo o tipo de fantasia, Sabrina conhecera algumas meninas de sua idade e queria brincar, Mônica fizera mil recomendações e uma delas era: “Fique longe das piscinas”.
Já se passava da meia noite quando o jantar foi servido e Mônica procurava a filha para poderem jantar quando uma mulher deu um grito estridente, Mônica correu pensando na filha, mas o que viu foram duas garotas que estavam vestidas de bruxa boiando na piscina, estavam mortas. Aquilo a assustou, a filha que estava perto correu para ela e a abraçou pedindo para ir embora.
Depois da policia e dos interrogatórios foram para casa, a criança quieta e com olhar perdido. Mônica pensou em dormir com ela, mas Rogério achou que assim seria pior. Ela colocou a filha na cama e foi deitar.
De manhã Rogério acordou e se deparou com a mulher cheia de sangue, viu a filha ao pé da cama brincando com uma faca cheia de sangue.
_Querida o que aconteceu?
_Ela era uma bruxa, bruxas são más, então ela era má.
_Você a matou! – ele tremia.
_Jogadores de futebol são até que legais – ela deu um sorriso inocente para ele.
_Saia daqui!!!
_Porque grita comigo? Você esta sendo mau menino. Meninos maus merecem punição.
_O que...
Ela foi andando vagarosamente para ele, que estava paralisado. Ao desviar do golpe que ela tentava dar ele caiu da cama. Ela mais irritada foi para cima dele com toda a fúria.
Após vê-lo morto ela tomou banho, trocou de roupa, pegou a faca e a colocou na bolsa. Ao abrir a porta viu o lindo dia que fazia, mas não estava interessada nisso. Bateu na casa do visinho.
_Olá Sabrina?
_Olá tia Rose! Eu posso entrar?
_Claro meu anjo. Como você esta?
_Bem.
_Onde estão seus pais?
Com uma carinha de tristeza e olhar cheio de lágrimas ela disse:
_Eles me deixaram.
_Que isso? Não diga uma coisa dessas. Eles te amam.
_Você foi à festa ontem?
_Sim, triste o incidente. Quer comer algo?
_Você estava fantasiada de duende, certo?
_Sim.
_Duendes são criaturas do mal você sabia?
_Quem... – a frase foi interrompida quando ela viu a faca. – o que é isso?
_Duendes não podem viver, são maus.
Ela correu, mas foi acertada nas costas.
Sabrina saiu da casa dela toda alegre, foi para o parquinho. Uma senhora vendo a criança sozinha chamou a policia. Quando ela viu os policiais se aproximarem foi correndo até eles.
_Olá?
_Olá jovem, o que faz aqui sozinha?
_Minha mãe era uma bruxa má e meu pai também era mal, então eu cuidei deles.
O policial não entendeu e tentou convence-la a ir com ele, grave erro, ela ficou irritada e sacou a faca.
_Policial mau!
Duas crianças que brincavam ali ao ver aquela cena ajudaram Sabrina segurando o policial. Repetiam “Policial mal” e quando ele já não apresentava mais sinal de estar vivo voltaram a brincar como inocentes crianças. A senhora que o havia chamado correu para longe, mas ficou abismada ao ver a cena.
Trancou-se em casa, tentando entender onde ficara a pureza das crianças. Onde ficara a inocência.

Nem sempre é o fim


Era no ano de 2500, era onde quase tudo era possível, viajar havia se tornado uma coisa fácil, o tele-transporte facilitava a vida de muitos, seu único problema era que a sua utilização podia causar danos ao cérebro e a outros órgãos importantes do corpo humano. Thiago era um importante médico e tinha um amigo muito conhecido: Matheus, importante cientista que tentava novas tecnologias e juntamente com o médico, tentavam a tarefa mais complicada: acabar com os danos dos tele - transportadores.
Em janeiro, começo de ano, muitos haviam feito promessas para mudar, fazer algo, começar um regime, tentar algo novo. No entanto Antonio fazia outro tipo de promessa: tentaria salvar o mundo do que ele mesmo havia feito, pelo menos antecipado. Há exatamente dois anos (começo de 2498) ele havia feito uma das maiores descobertas não reveladas, conseguira captar ondas de som vindos de outras galáxias com um novo aparelho. Depois disso ele havia descoberto outras formas de vida e descoberto o que parecia ser um sonho: haviam seres extraterrestres na Terra.
Ele não só havia feito à descoberta como também encontrou alguns e conversou com eles. No entanto ele descobriu o que não queria: a os seres da Terra estavam com seus dias contados e agora que eles sabiam que havia um ser humano por dentro de tudo, tudo seria mais rápido. Os seres extraterrestres, mais conhecidos como ‘Drives’ pela galáxia, estavam planejando acabar com os seres humanos para que pudessem tomar conta da Terra.
Além de gananciosos, se achavam muito superiores. Achavam que podiam cuidar da Terra melhor que qualquer um, sem contar que ela seria o lugar ideal, com clima perfeito para a maioria dos ‘Drives’. A idéia inicial seria contaminar as redes de tele-transporte fazendo com que surgisse uma nova doença, o que eles já haviam feito. Inclusive: eles tinham a cura, era a mesma doença que havia afetado seu povo há milênios atrás.
Antonio caminhou até a porta de sua casa, para quem iria contar tudo o que sabia? Teria que ser rápido, afinal ele não sabia qual seria o próximo passo dos ‘Drives’ agora que ele sabia de tudo, eles com certeza já tinham outra maneira de acabar com os seres humanos mais rápido. Sem contar que ele estava com uma doença do coração, não saberia quanto mais tempo teria, o problema era dos clássicos e pedia um coração novo, o que ele não queria.
Chegando à avenida principal da cidade ele sentiu uma pontada no coração, ele sabia o que aconteceria em seguida, sabia que poderia morrer se não fosse socorrido e mesmo sendo socorrido poderia morrer se o ataque fosse muito forte. Ele agarrou na primeira coisa que viu: um jovem:
_Por favor, me a... Ajude...
O jovem levou-o rapidamente para o hospital em seu carro HY, um novo carro que funcionava sem rodas, flutuando pelo asfalto e por isso sendo mais rápido. Chegaram ao hospital em menos de cinco minutos, Antonio foi atendido rapidamente pelo doutor Thiago. Por mais que o médico aplicasse massagem ou o remédio entrasse na veia nada parecia fazer efeito, então antes dos últimos suspiros Antonio segurou o braço do médico e falou com a voz mais forme que pode:
_Você precisa saber de algo... algo importante...
_Calma, fale devagar e não se esforce tanto.
Tirando um cartão eletrônico do bolso Antonio disse:
_Acredite em tudo que está aqui, por mais absurdo que pareça... Tente nos salvar... eu... eu... não posso mais fazer nada...
Com um ultimo suspiro Antonio faleceu. Thiago analisou o cartão, era um pequeno e avançado chip para guardar informações, ali cabia muito mais informação do que qualquer um precisava. Guardou o cartão no bolso. Olhou atentamente para o morto à sua frente, o que de tão importante poderia haver naquele cartão? Ele como médico já havia visto de tudo um pouco. Um garoto entrou na sala.
_Oi tio.
_Oi Pedro, foi você que o socorreu?
_Foi sim, coitado, ele estava passando muito mal, trouxe-o mais rápido que eu pude.
_É... mas acho que nem isso foi o suficiente, pela fixa dele a doença era séria, sem contar que ele já deveria ter um coração novo a bastante tempo, mas ele não queria um coração de plástico.
_O senhor vai no jantar hoje à noite?
_Vou sim, te encontro lá. Saio daqui e vou direto.
*
O jantar estava muito bom, alguns médicos, cientistas e pessoas famosas, era um jantar pessoal para promover um novo tipo de aparelho tecnológico. O mais avançado relógio, agora com cerca de quinhentas funções, entre localizador, tele-tranportador máquina fotográfica e televisão. O projetor dele era de 3D, com uma imagem perfeita e quase real. Também lia chips e podia ser usado como celular.
A promotora do evento era Amanda, amiga de Matheus, não muito intima, mas boa amiga. Eles já haviam trabalhado em pesquisas juntos e agora conversavam animadamente:
_Mas me diga, Matheus, já conseguiu algo com os tele-transportadores?
_Ah... Sabe de uma coisa, Amanda? Eu acho que isso não vai muito para frente não. Pelo que me parece é um tipo novo de vírus, mas ainda não temos tecnologia o suficiente para poder entendê-lo. Seu comportamento é bastante incomum de tudo que já vimos antes.
_Nós já superamos outras doenças, você sabe disso, coisas que pareciam bem piores.
_Eu sei... Mas em falar em se superar, quando ficam prontas as lentes?
_Ah, você é um danadinho em? Estão aqui hoje comigo, elas tiram foto com apenas um comando do cérebro, pratico não?
_Você é genial mesmo! Quando isso vai ser comercializado?
_Ainda não tenho data marcada, estão em teste, por isso qualquer problema me diga. E uma coisa: elas também filmam. Aqui estão –ela disse tirando uma pequena caixa da bolsa.- as informações vão para um chip automaticamente, para vê-las basta colocar ou no relógio ou em qualquer outra máquina.
_Realmente, você sempre se supera.
_Olá pessoal, desculpa a intromissão na conversa vocês dois, mas vai ser feito um pronunciamento do Ministro da Ciência agora e ele quer a presença de Amanda lá na frente.
_Ah, sim. Se cuide Matheus!
_Até mais Amanda.
Enquanto o Ministro fazia o pronunciamento, Matheus se juntou a Thiago e ao seu sobrinho Pedro. Já era mais de quatro horas da manhã quando tudo terminou, os três foram os últimos a sair, ou pelo menos seriam se a cientista não os tivesse chamado a ficar para uma conversa importante.
_Aconteceu algo?-Pedro perguntou receoso.
_Nada que não possamos resolver. Vou ser franca com vocês, eu estou ficando apavorada depois da notícia que recebi hoje de manhã e achei que vocês três seriam as pessoas ideais para me ajudarem nisso tudo.
_Pode começar então. -encorajou Tiago.
_Um cientista hoje disse que Antonio Braz morreu, inclusive foi com o senhor doutor Thiago, parece que ele tinha uma doença séria e tudo mais, mas isso não importa, ele fez muitas descobertas durante toda sua vida, hoje algumas pessoas estiveram na casa dele e encontraram estranhos aparelhos com milhares de anotações feitas à mão. Pelo jeito nenhuma tem significado para ninguém, no que quer que ele estivesse trabalhando foi perdido.
_Eu realmente não sabia que ele era cientista, mas pela ficha dele ele não demoraria muito a ir para o outro lado não. -Thiago disse.
_Eu sei, mas precisamos descobrir no que ele estava trabalhando, tem a ver com os tele – transportadores e a doença. Mas sinceramente não sei o que exatamente é.
_Ele me entregou um chip hoje antes de morrer, podemos vê-lo e às vezes tenha algo importante.
O médico tirou o pequeno chip do bolso e mostrou aos outros. Amanda pegou o chip e colocou-o em um aparelho, uma grande tela apareceu e um vídeo começou a ser rodado.
“Olá, meu nome é Antonio e se por um acaso esse chip vier a ser visto é porque eu não tive a chance de evitar tudo. Mas mesmo assim quero dar a chance a alguém. Há algum tempo eu comecei a fazer pesquisas avançadas no ramo de ondas sonoras, conseguindo fazer várias descobertas que estão neste chip, mas a mais importante de todas é a que eu descobri há pouco tempo: existe vida extraterrestre, não um só povo e não em um só planeta. Alguns vivem aqui estudando nosso jeito, fazendo análise de solo e dos impactos que nós (seres humanos) causamos a Terra. No entanto uma espécie em especial: os ‘Drivers’, estão querendo nos destruir para tomar posse da Terra. Foram eles que contaminaram nossa rede de tele-transporte e logo irão arrumar outro modo mais rápido para nos matar. Procurem nas minhas anotações sobre eles e os contatos que tenho. Precisamos fazê-los mudar de idéia, ou uma guerra começará e eu sei que nós não seremos vencedores...”.
À medida que o filme se passava eles ficavam mais perplexos. Pedaços de conversas com alienígenas, tudo parecia pura montagem, ficaram confusos.
_O que faremos? Isso parece loucura ou simples imaginação de um lunático! - Matheus não sabia o que pensar, havia se levantado e começado a andar de um lado à outro. Parecia pensativo.
_Acalme-se, isso realmente é loucura, mas ele não pode ter feito isso à toa, olha esses arquivos, aqui tem coisas que realmente são assustadoras, mas também há algumas com certa lógica - Amanda estava fascinada com o trabalho que o cientista havia feito afinal tudo era como um encanto para ela, ela olhava alguns arquivos com um grande interesse, lia coisas que pareciam realmente de maluco lunático, no entanto ela tinha que admitir que muita coisa ali fizesse sentido.
_Amanda, vou ser realmente sincero com você, eu como médico e pesquizador admito que o que está escrito ai sobre a doença dos tele transportadores me parece não coisa de maluco, mas de alguém que entende muito sobre a doença. Olha por exemplo a descrição dos sintomas, melhor do que a que fizemos, também há esse arquivo que está aberto falando sobre possíveis curas, o que esta descrito ai faz muito sentido, apesar de não dar para afirmar se é realmente verdade, então, o que pensar?
_Tio, se você está falando, eu não duvido, vamos observar com mais calma esses arquivos? Analisa-los. E, apesar de loucura, procurar saber se é verídico.
Os jovens então começaram o trabalho, fora uma semana desgastante de idas e vindas, iam atrás de pessoas, analisavam documentos, anotações, símbolos, dando o resultado que eles nem imaginavam tanto que poderia dar: era verídico absolutamente tudo. Sentados agora em uma mesa redonda, na sala da casa de Matheus, olhavam um para o outro tentando relaxar e imaginar que aquela semana havia sido inventada ou tirada de um livro de ficção, por mais provas que tivessem tudo ainda era um sonho.
_Alguma idéia? – Pedro tenta quebrar o silencio que reinava ali.
Thiago deita na cadeira de forma incomoda, começa a bater os dedos na mesa, olha para cada um ali presente, levanta-se e começa a admirar um quadro sobre a segunda guerra mundial, uma imagem antiga, gasta, em tons fortes.
_No que está pensando doutor?
_Amanda, olhe para isso, não é isso o que queremos, é? Uma guerra que pode acabar conosco na qual nem temos chances de sobreviver? É loucura se aventurar por esse caminho, chega a ser insensato, a maior loucura, porque sabemos qual será o resultado, mas, também não há como tentar deter isso. Vejam os arquivos, eles querem um mundo somente para eles, onde nós não temos vez, não temos voz, nem ao menos existimos. Então? Conversar sobre o que? Convence-los como? Que trato poderia ser feito? Entendem? Estamos em um beco, onde não há alternativas. Nem ao menos sabemos do que são capazes... – sua voz ficara falha naquele ultimo pedaço.
_Espere um pouco! Eu acho que sei como resolver tudo. -  Pedro se levantou rapidamente, pegou o cartão eletrônico que era de Antonio, colocou no relógio e habilmente procurou por um arquivo. Ao abrir o arquivo Amanda olhou e começou a rir.
_Caro Pedrinho, para que procuras um arquivo desses? Neste só fala sobre a cura do câncer, não há nada que possa nos ajudar.
_Errada queria Amandinha!!! Preste atenção – Muito animado.- Não é só a cura do câncer, não sei se você se lembra, mas uma vez um pesquisador encontrou um material com nome de HCCT, ninguém sabia o porque desse nome estranho, no entanto ele combatia muitas coisas.
_Sim, isso é verdade, só que eram doenças comuns, as quais já tínhamos a cura, ou então eram coisas que tínhamos o tratamento certo, a mistura para chegar nessa matéria podia custar muito caro. Acho que hoje em dia nem tanto, mas na época do descobrimento era algo absurdo.- Amanda observava o amigo atentamente.
_Mas o que me dizem disso: a lista do que o HCCT combate é quase igual a lista de sintomas produzidos por nosso vírus.
_Você quer dizer que podemos ter a cura? Isso seria extraordinário! – Thiago começou a se animar.
_É, mas isso não é tudo, ainda temos que combater os “Drivers” e acho que isso não vai ser uma tarefa muito fácil. - Pedro olhou para o chão, o olhar estava longe, a cabeça também.
*
Os meses se passaram com uma pressa descomunal, Thiago estava cuidando de pacientes com a doença dos tele - transportes  que agora era chamada de “Peste sem fim”, estava se alastrando como labaredas incansáveis com muito combustível pela frente, já havia cerca de mil mortos e o numero de doentes crescia a cada minuto.
Amanda e Matheus estavam produzindo a suposta cura, que estava sendo experimentada em pacientes com caso mais urgente, parecia dar certo, estava contendo os sintomas, estava dando resultados até mesmo melhores do que os previstos, mas eles sabiam, o tempo era pouco, o remédio difícil de produzir pela falta de materiais e pelo pouco tempo que restava.
Pedro estava em uma sala pouco iluminada, refletia sobre tudo. Os últimos meses tinham sido de trabalho árduo, um esforço descomunal da parte de varias pessoas que estavam ajudando a produzir a suposta cura para o vírus. Quando ele havia se lembrado do HCCT ele não sabia que ele poderia ser tão complicado de ser produzido e muito menos imaginara que poderia levar mais de dez dias para ser fabricado certa dose. Pelo menos essa dose seria suficiente para grande numero de pessoas.
As primeiras tentativas foram muito falhas, doses erradas, tempo errado, parecia que tudo conspirava contra, mas enfim estava começando a dar certo, ele só não sabia até quando.
“Drivers”. Que nome estranho. Que nome poderoso. Uma espécie desconhecia a certo tempo, agora ela apavorava a humanidade. Pelo menos a parte da humanidade que estava consciente de tudo. Pedro e os colegas havia investigado esse povo. Costumes estranhos, pelo menos não comuns na Terra. Que imaginaria? Quem poderia prever?
Rastros desse povo havia por toda a parte, participaram ativamente de nossa política, de decisões importantes, de congressos e palestras. Como destruir um povo assim? Como competir com algo grandioso? Como poder enfrentar um inimigo conhecido a pouco, sabendo um mínimo sendo que ele parecia tão majestoso, tão potente, e alem de tudo: o que eles não sabiam? O que eles não entendiam sobre nós? Que milagre seria suficiente para o pesadelo ter fim?
As perguntas turbilhavam na cabeça de Pedro,ele refletia, pensava e nada fazia sentido, nada parecia ter solução, anda brotava como idéia pratica.
O tempo passava, ele olhava os segundos passando, o tempo se esgotando, as pesquisas que eles haviam feito mostrava um prazo de dois dias para o fim, o fim da humanidade. E que fim trágico seria? Sem luta, sem batalha pela sobrevivência, somente a morte, talvez pacifica, talvez dolorosa.
O telefone toca. Pedro olha para ele, estava em um canto da mesa redonda que alio tinha, ele atende. A voz cansada de quem não tinha dormido, pensando que tudo podia ter sido em vão.
_Alô?
_Quer sobreviver?
_Quem é?- a voz agora era curiosa.
_Quer sobreviver?
_Quem fala?
_Somente responda: quer sobreviver?
A voz rouca do outro lado da linha não iria se cansar daquilo? Era um jogo?
_Sim.- ele respondeu com firmeza.
_Então destrua os “Drivers”.
_Como?
_A solução é a mais simples de todas.
_Qual é?
_A única coisa que vocês não sabem é que eles vivem através de energia, energia vinda de uma pedra, destrua a pedra.
_E que pedra é essa?
_A pedra que está na casa de Antônio, uma azul, guardada em uma pequena caixa preta, apenas quebre-a no meio, é o suficiente.
Pedro não sabe quem foi, apenas obedeceu e a única coisa que ele sabe é que o ataque não aconteceu e os “Drivers” que ele conhecia não existiam mais.

É tão fácil dizer

É tão fácil dizer
E tão difícil sentir.
É tão fácil falar
E tão complicado fazer.
É tão simples sonhar
E tão árduo realizar.
É tão fácil viver
E tão estressante conviver.
E entre o fácil e o difícil
Fazemos malabarismos
Para tentar fazer do complexo
Algo estritamente normal.

O mundo além dos mundos




Guilherme olhava para Ana desejando que ela parasse de ser tão teimosa e o deixasse ajudar a organizar os livros. Ela estava custando a alcançar a prateleira de cima, mesmo com a cadeira. Gustavo chegou e apenas apreciou a cena. Quando ela colocou o ultimo livro deu um suspiro.
_Acabei!
_Podia ter acabado mais cedo, sabia? – Gustavo disse.
_Vocês nunca conseguem ajudar quando se trata de organizar.
_Faltou um livro – Guilherme apontou para um que estava perto dele.
Ele pegou o livro e começou a folheá-lo, estava em branco.
_O meu tio dizia coisas estranhas sobre esse livro – Ana olhava para ele com o pensamento longe.
_Como o que? – Guilherme folheava tentando achar alguma palavra.
_Que as palavras só apareceriam nele se um portal se abrisse.
_Portal da onde? – Gustavo se aproximou para ver o livro.
_Não sei. Ele teimava que existia um mundo além de todos os mundos, um onde existe seres com poderes especiais. Antes de morrer ele pediu para tomar cuidado, porque se o portal fosse aberto e um humano entrasse este estaria em um mundo traiçoeiro e cheio de armadilhas.
_Esse não foi seu tio que vocês internaram no hospício? – Guilherme ainda folheava o livro.
_Sim.
O silêncio reinou.

A faxina agora seria no porão, Guilherme ainda tinha o livro nas mãos, sentou-se no baú ao lado de Gustavo enquanto Ana começou a juntar algumas coisas. Estavam entretidos quando o baú começou a tremer. Os garotos se levantaram e ficaram perto de Ana. O chão começou a tremer, o baú se abriu e um vento forte tomou conta do lugar.

Ana abriu os olhos, os dois garotos estavam sentados perto dela ainda atordoados.
_Onde estamos? –Ana se levantou com custo.
_Acho que em uma floresta – Guilherme se levantou também.
Gustavo pegou o livro e se levantou ficando ao lado de Ana. Sem saber o que fazer começaram a andar buscando uma trilha ou algo que os levassem para fora da floresta. Um macaco pulou na cabeça de Gustavo:
_Eu peguei! Intruso! Intruso!
Vários macacos apareceram, eles estavam cercados. Levados para uma cabana, foram presos à parede. Um macaco ficou sentado à frente deles observando-os.
_Onde estamos? – Gustavo quebrou o silêncio.
_Ora, ora. Não se façam de bobos, vocês devem ser da raça dos gnomos ou dos magos. Sabem que esse território é nosso por direito!
_Quem são vocês? Nós somos humanos, pessoas comuns. – Ana não sabia o que fazer, se virou para Guilherme – desde quando macaco fala? Onde estamos?
_Ei! Nós fomos transformados em macacos pelos feiticeiros, éramos duendes antes disso. Vou avisar ao chefe que temos estrangeiros de outro mundo, vocês podem nos servir.
_Servir para que? – Gustavo começou a ficar apreensivo.
O macaco duende se virou.
_Como sacrifício - saiu rindo.

Já estava escuro, Gustavo tentava desamarrar-se, Guilherme arquitetava maneiras de sair dali, Ana apenas contava com a sorte. Um macaco apareceu, os três olharam para ele apreensivos.
_Vou solta-los, mas queremos vocês bem longe. O mais longe possível.
_Onde estamos? – Ana perguntou enquanto ele desamarrava-a.
_Estão no planeta Farts, estamos a milhares de ano luz do seu planeta. Vocês são problemas.
_Problema por quê? – Gustavo olhou para ele cheio de dúvidas, mas havia receio em perguntar.
_Porque o maior dos feiticeiros procura por vocês, por seu sangue e ele esta disposto a tudo para tê-lo. Dizem que com os ingredientes certos traz vida eterna. Agora vão, de preferência para bem longe.
_Você sabe como voltamos para casa? – Ana olhou com olhar de súplica.
_Vão embora!

Perdidos no meio da floresta, os três caminhavam em silêncio absoluto. Na cabeça de cada um rondava milhões de pensamentos. Quando Ana tropeçou e caiu eles pararam.
_O que vamos fazer? – Ana se encostou à árvore mais próxima.
_Eu não sei, mas temos que nos preparar. Isso parece uma ilusão, um sonho, no entanto não importa o que é. Temos que sair. – Guilherme tentava animar os dois.
Após andarem muito avistaram uma aldeia, com receio do que houvesse lá se esconderam em arbustos e observaram o lugar. Havia anões com fantasias estranhas e coloridas. Após um bom tempo de observação eles decidiram continuar a andar, não sabiam em quem confiar.
Andando mais um pouco pararam em um campo florido muito grande, com flores de todos os jeitos e cores. Ana resolveu apanhar uma rosa azul, mas foi impedida por borboletas.
_Quem você pensa que é? – uma garotinha menor que ela e com grandes asas coloridas apareceu na frente dela e dos garotos.
_Eu... – Ana não sabia o que dizer.
_Ninguém colhe do jardim das fadas. Ainda mais você. O que é? Uma feiticeira? Maga? – a fada retirou uma faquinha do bolso lateral.
_Somos humanos – Guilherme se colocou à frente de Ana – estamos de saída.
Ele se virou e foi alcançar os amigos que já iam longe. Gustavo havia puxado Ana para longe.
_O que foi aquilo? – Ana não sabia por que os garotos haviam feito-a correr tanto.
_Talvez pelo fato de ter um exército vindo atrás de nós. – Gustavo estava cansado.
_Como assim? – Ana o olhou apreensiva e com medo das palavras.
_Eu escutei uma coruja dizer que nós éramos procurados. Aqui tudo fala. Temos que sair, achar uma passagem de volta. – Guilherme estava ficando louco.
_Aqui nem tudo fala, mas nós escutamos – uma cobra que descia da árvore e os olhava atentamente falou – sabe, eu era uma feiticeira – ela chegou perto de Ana que estava imóvel – no entanto as coisas mudam e vocês ainda me trazem o livro. Bando de tolinhos.
-O que o livro tem a ver com isso? – Gustavo se aproximou da antiga feiticeira.
_O livro contem os feitiços mais poderosos, inclusive o da vida eterna. Dizem que a maioria precisa de sangue humano. Vocês estão encrencados.
_Onde esta o livro? – Ana se virou para os garotos.
Um olhou para o outro, haviam deixado com os duendes.
_Meu conselho de amiga: fujam enquanto é tempo. Procures voltar de onde vieram.
_Tem algum portal por onde podemos passar? – Guilherme chegou bem próximo a ela.
_Eu não sei, mas sei que enquanto estiverem aqui vão provocar discórdia e confusão. – ela subiu para a árvore e sumiu.
_E agora? – Gustavo olhava para os amigos.
_Eu não sei, podemos confiar? – Ana olhou para cima e sentiu algo pesado bater sobre ela, caiu para trás e colocou a mão na cabeça que doía muito agora.
_É o livro! – Guilherme o pegou e folheou – bom... Eu não sei o que está escrito, mas de todo jeito acho que devemos queima-lo.
_Espere. Se isso tem os maiores feitiços porque a feiticeira nos entregou? – Ana olhava para eles com ar de dúvida.
_Vamos queimar? – Gustavo começou a andar – Vamos até o vilarejo pegar fogo.
_Está doido? Não podemos ir lá, não sabemos quem realmente quer nos ajudar... – Guilherme parou quando uma rede caiu sobre a cabeça deles e esqueletos os cercaram.

Estavam dentro de uma espécie de castelo torto. Esqueletos os vigiavam. Ana tremia de medo. Após horas ali apareceu um homem muito alto, de olhos totalmente vermelhos, pele extremamente branca e barba longa, esta de um azul bem claro. Ele aparentava não ser muito velho.
_Ora, ora, ora. O que temos aqui? Três humanos. E ainda me trouxeram um presente – ele levantou o livro que estava com os garotos – vocês não têm noção do que tem aqui, tem? Acho que não. Então vou lhes dar apenas uma dica: aqui neste livro tem o maior segredo do mundo.
_Deixe-nos ir – Gustavo pediu.
_Não é assim. Sinto muito, vocês tem os ingredientes mais importantes, não posso deixá-los ir.
_Se quer nosso sangue a gente pode te dar um pouco... – Ana tremia.
_A questão não é um pouco, eu preciso de todo o sangue de vocês, eu quero a eternidade e não um pedaço dela.
Ana sentiu a esperança se esvair e um aperto no coração, no entanto ao olha para o lado percebeu escritos em uma parede: “O maior poder vem do sangue e o maior fracasso também, acrescente mais do que precisa: o feitiço se reverterá e o portal se reabrirá.”.
Ela reconheceu a letra, era do seu tio. Mas ela ainda não entendia a profundidade daquilo. Quando percebeu o feiticeiro já havia ido.

Estava amanhecendo, os primeiros raios do dia surgiam. O feiticeiro preparava a poção para a eternidade, chegou perto de Guilherme e furou o dedo dele, contou algumas gotas de sangue.
_Achei que precisava de todo o nosso sangue – Guilherme olhou nos olhos dele.
_A poção da eternidade deve ser tomada durante quatro anos seguidos, em todos os dias de lua cheia. – o feiticeiro sorriu.
_Porque você é bobo, está seguindo a poção primária. – Ana tremia por dentro, agora entendia, a poção tinha que ter pouco sangue, apenas algumas gotas.
_Existe outra? – o feiticeiro chegou perto dela.
_Sim, é a mesma, no entanto você deve colocar cinco vezes a mais de sangue e tomar apenas duas vezes – o coração dela estava disparado.
O feiticeiro olhou para ela com ar de desconfiado, mas a ambição era muito grande, ele espetou o dedo dela e fez cair várias gotas de sangue, depois espetou o de Gustavo e pegou mais gotas. Ao colocar todos os ingredientes juntos  ele se virou para os três:
_Um brinde à vida eterna.
Um vento forte tomou conta do lugar, o tremor começou fraco e logo ficou extremamente forte.

Ana acordou no hospital, sua mãe do lado conversava com o médico, ela sorriu ao ver os garotos em pé perto de uma porta. Gustavo ao se aproximar mostrou a ela as marcas no pulso, havia sido realidade.

^^

É incrivel a capacidade do ser humano de mentir.
É incrivel a capacidade de omitir,
É incrivel a capacidade de nunca assumir.

Você aqui comigo

Você aqui comigo


Um dia irei brilhar,
Como as estrelas no céu irei ficar,
E então quem sabe você ira me notar.

Passo dias a fio,
Planejando você para mim,
Como um sonho sem fim.

Mas sou persistente
E só irei ficar contente,
Com você aqui presente.

Minha vida e meu coração


Minha vida e meu coração

Vejo esse rio de ilusões,
Desaguando em meu mar.
Já amei tantos corações,
Mas nenhum quis realmente me amar.

Choro por sonhos perdidos,
Amores mal correspondidos.
Sonhos iludidos.

Eu tento respirar,
Estão a me sufocar,
No futuro não consigo nem pensar...

E se de tudo eu só me iludi,
Pelo menos eu sei que nunca desisti.