Cristina
Noite de chuva forte, vento e muitos trovões, ali no canto da sala de uma velha fazenda, no canto mais escuro estava ela, com um olhar de raiva, esperando o momento certo. Queria poder sair logo dali, queria matar novamente, tinha sede de sangue, bem fresquinho.
Uma leve batida na porta, era ele, ela sentia isso, o cheiro era inconfundível, sentia a presença dele a quilômetros.
_Entre – ela disse com um grande prazer.
O rapaz alto e magro entrou, estava todo molhado e com um casaco bem grande, aquela roupa parecia não ser dele, estampava um sorriso no rosto.
_querida? A quanto tempo?
_Nem me diga, matou os invasores?
_claro. Eles não podiam estar aqui, esse território é nosso.
_Já estava cansada de esperar.
_agora vamos para a festinha.
_muito sangue?
_Vinte convidados apetitosos.
A garota saiu do canto da casa, e com uma velocidade incrível começou a ir para a cidade, o homem foi atrás, ela entrou na primeira casa da rua Morgás, aquela casa grande e toda iluminada. Pessoas se divertiam ali dentro, muitas pessoas, tudo tinha que ser planejado, matar um por um, ela estava morta de fome.
No quarto dos fundos havia dos jovens, deitados na cama, a garota dormia, seria melhor surpreende-los primeiro, os dois vampiros entraram pela janela e atacaram os jovens, sem a mínima piedade, deixando-os caídos no chão, sem vida.
A garota saiu pela porta e começou a atacar a todos, quando cada um dos convidados já estava morto ela se sentou na poltrona e deu um suspiro, com um sorriso de satisfação no rosto.
_satisfeita querida?
_precisamos de mais festinhas igual a esta.
_você sabe que deveria ter ido com mais cuidado, mais devagar.
_Não resisti, eu precisava disso, uma pequena diversão.
_Eu... sinta esse cheiro.
_seria o de Verônica? – o rosto da vampira ficou pálido
_Ela ainda está atrás de nós, veio nos matar.
_Eu não sei você, mas pra mim a festa acabou, estou indo embora.
A porta é arrombada e uma mulher de longos cabelos esta lá.
_Ora, ora, ora, veja o que eu encontrei, Cristina? Eduardo? Prazer em vê-los.
_Desculpa queridinha, estou de saída.
_De saída para o inferno!
Verônica rapidamente tira do casaco uma pequena arma de atirar, própria para matar vampiros, bastando atirar no peito. Aponta primeiro para Eduardo, que rapidamente desvia e parte para cima dela.
Cristina fica parada, ajudar ou não? , a luta entre os dois esta no ápice, os dois lutam bem, sabem muito de artes marciais, ela no entanto é mais ágil, ele mais forte.
A vampira parte para cima também, desequilibrar as coisas pro lado da matadora, mas se surpreende quando tenta dar um golpe por trás e a matadora se vira e atira, sorte que Eduardo conseguiu desviar um pouco a mira, ou então Cristina já havia virado pó.
Mas ao desviar o tiro Eduardo recebe uma punhalada bem no peito, ele vira pó. Cristina não sabe de onde aquele punhal surgiu, apenas corre e foge pela janela, a matadora ainda pagará caro por isso...
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