sábado, 10 de julho de 2010

Serra


O dia estava perfeito para Emanuela e Sergio, sol, calor e nenhuma previsão de chuva. Ela queria muito subir a serra, fazer uma caminhada, ele só queria nadar um pouco na represa atrás da serra. Arrumaram-se e começaram a subir. Faziam anos que não iam ali, desde que o pai de Emanuela morrera, depois disso havia surgido um grande boato de um assassino na serra, mas nenhum dos dois se importavam com isso, só queriam se distrair.
A mata foi ficando mais densa a medida que subiam, já quase não dava para ver a luz do sol, um barulho estranho foi ouvido pelos dois e uma voz bem doce surgiu entre as árvores: “A morte é a única certeza da vida” . duas flechas vindas do alto acertaram Sergio no olho e no peito. O pânico se apoderou de Emanuela, primeiro ela se viu paralisada pelo medo depois se pôs a correr entre as arvores, a medida que avançava mais aterrorizada se via achando corpos se decompondo no caminho, todos cheio de flechas e com mordidas pelo corpo, aquele seria seu fim?
Ela nunca mais foi vista, morta ou viva.

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